Vivo das palavras inconscientes, secretas e invisíveis. Louca por cada detalhe teu. Sou eu... Sou eu, em ti. E não me descreveria melhor.

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terça-feira, novembro 6

Refleti...

                Eu, bem lá no fundo à meses atrás – quase um ano –, queria dizer-te novamente o que percorria todo o meu cérebro. Que sentimento lá predominada. Eu bem lá no fundo estava quase para o fazer. Gostava de te ter escrito mais, gostava de te ter dito certas coisas que guardei para mim… Podia mentir e escrever que foi o orgulho que não deixou. Não… Não vou mentir, desta vez, nem outra vez. Não foi orgulho, não foi falta de coragem, não foi medo. Foi só um obstáculo que se pôs à minha frente e disse que não era o melhor – mas era – e não me deixou fazê-lo. Lá no fundo, tanto tu como eu sabíamos, exactamente, o que se estava a passar ali. Digo-te, com toda a sinceridade, que fui ingénua, incapaz, inferior, por ter deixado com que alguém definisse o meu dia de hoje.
                A essa pessoa, não desejo nem o bem nem o mal, simplesmente não desejo nada. Já não frequenta mais o canto onde guardo quem merece o melhor de mim. E, estranhamente, tenho algo ainda por lhe agradecer… O facto de me ter impedido de ficar contigo, não que fosse bom, mas agora não vou permitir que o faça outra vez. Não comigo.
                Estou bem melhor agora, com ele, mas acho que te devia uma explicação… E tu sabias disso, independentemente de não estares à espera dessa atitude, correcta, da minha parte… E sinto-me mais leve por o ter feito.
                Um beijo grande,
                A Manuela que tu conheceste.

Eu não sei parar. Eu não vou parar...

“I will never forget, I will never regret, I will live my life. No I'm not saying I'm sorry. One day maybe we'll meet again.”
E volto a repetir... Se Maumé não vai à montanha, a montanha vai a Maumé....

quarta-feira, maio 2


«Highway run into the midnight sun. Wheels go round and round, you're on my mind. Restless hearts, sleep alone tonight, sending all my love along the wire. They say that the road ain't no place to start a family, but right down the line it's been you and me. And loving a music man ain't always what it's supposed to be.»
Um dia sentirei-me orgulhosa por olhar para ti e não ver nada para além de falta de maturidade. Porque para já, eu ainda vejo tudo o que foste lá atrás.

terça-feira, maio 1

{19h20}

Escrevo-te e faço desaparecer as palavras que me saem juntamente com uma brisa de memórias. Apago tudo o que alguma vez te poderia escrever. O meu organismo necessita de separar as coisas. Já o fiz faz bastante tempo. E não me perguntes o porquê de nós nunca pensarmos num futuro. Porque realmente não iria resultar. E somos completamente diferentes. Apostos atraem-se, mas nós não somos opostos nem iguais. Não somos nada.

domingo, abril 29

Sou mais forte do que alguma vez fomos.

Aroma de Inverno. Quente de Primavera. As melodias que me arrancam a alma. Arrastam-me pelo chão e tendem em cair sobre mim todas as noites. Mas eu sou mais forte que tudo isso e principalmente do que as nossas memórias. Eu não vou cair. Por ti, não.

quinta-feira, abril 26

O que nos restou foram sentidos que um dia criam um rasto e desaparecem.

Não levaste o melhor de mim. Digo-te com orgulho por não teres conseguido arrecadar a capacidade que me cegares perante um tiroteio de uma noite de Inverno. E já se questionava o Pedro Abrunhosa que «para que servem as palavras se a casa está vazia?». Pergunto-me tantas e tantas vezes. Porque é que foste? Lamento-me. Porque é que foste e não levaste rancor? São míseras lamentações alimentadas de melancolia, mágoa, saudade e mais outros sentidos que rondaram o meu cérebro em tempos. A rua acostuma-se à desonestidade do deserto. E nós... Bem, ambos esquecemos o que éramos em meses. Às vezes até são lamentações em demasia que me fazem ter curiosidade quanto ao facto se nos restasse futuro... Mas não restou. Apenas digo. Não restou futuro nem presente. Não restou nada. Meras memórias, um pouco de saudade arrebatadora, cansaço e quem sabe força. E repito para que saibas. Não levaste o melhor de mim.

quarta-feira, abril 25

E deixei um rasto de mim. Não para me procurares. Mas sim para veres que fingi ser forte.

Sabes quando a ventania traz as memória esquecidas e as leva mais depressa do que trouxe? Lembra-te do dia em que as declarações possuíram o batimento dos nossos corações. Ele passou hoje por mim na rua e juntamente trouxe memórias. Olhou-me com angustia de pedinte. Visualizei-o estranhamente, como se o conhecesse mas não soubesse de onde nem de que tempo nasceu ele. Parecia estar com pressa e quando notou a minha presença parou e fez-me um resto esquisito de entender. Notou a minha presença e rapidamente percebeu que não o reconhecia, mas na verdade eu sabia o que ele era, o que ele estava lá a fazer e o porque de passar por mim aquelas horas do dia. Eu sabia, mas escondi perante a sua figura. O seu cheiro de saudade. O aroma de melancolia do seu rasto que teimou em deixar. Lentamente corri porque naquele momento a única coisa que me possuiria era o cansaço. Foi o instante dele pegar em mim e atirar-me para o meio da rua. Atirou-me e forçou-me a ouvir a nossa melodia novamente. Eu fingi ser forte, arrastei tudo o que me restava pelo chão e abri a porta de casa. Corri para o meu refúgio e vim escrever.

domingo, abril 15

Podia te-lo encontrado logo de inicio.

Ao ritmo da nossa antiga melodia eu escuto o batimento do meu coração. Quando a ouço abro rapidamente uma pagina em branco idêntica a esta e começo a escrever para ti. Não sei bem porque o faço, muito sinceramente. Por vezes o teu sarcasmo enchia-me a alma e só uma pessoa a conseguiu limpar. Ele. Ele, que eu amo bastante mais que me permitiste amar a ti. Porque emendou o que deixaste de errado. E mesmo eu tendo a agonia de sentir os seus lábios, mesmo tendo essa enorme vontade que ainda não foi realizada, eu prefiro amá-lo a ele, do que me espalhar em ti e na tua vida cheia de contradições. E na maior parte das vezes que escrevo para ti acabo sempre com a mesma frase no meu cérebro. Eu podia não ter desperdiçado bastante tempo contigo para me tentar interiorizar nos teus vícios, e te-lo encontrado logo de inicio. É algo que me irá arrastar para o resto da vida.

terça-feira, abril 10

Estás-te a tornar nos teus vícios. Aqueles que escondias durante tempos.

Nunca me interiorizei muito bem nos teus vícios no passado. Porque sabia que não valeria a pena descarregar em dois minutos do meu dia aquilo que me acumulavas numa longa noite. Sabia e não podes negá-lo. Porque tu também sabes que não és fácil de cuidar, quanto mais de perceber. Eu não diria que me conheces bem. Mas conheces o ponto mais forte na minha pessoa. Sabes que sou fraca. Fácil de deitar a baixo com assuntos que vivias no dia-a-dia. Tu planeaste o meu desassossego e tinhas mais que uma noção que mais tarde ou mais cedo teria que escrever sobre tal. Porque até o meu ponto mais alto conseguiste destruir. Só quis conhecer os teus vícios uma vez na vida e não gostei. Por isso não me apeguei. Por isso não quis conhecer mais de ti.

sábado, abril 7

Não vou ser fraca. Como tu foste.

Sabes? Depois de muitas horas à frente da televisão a ver a mesma série. Episódios e episódios seguidos. Acho que até te interiorizei lá. Pareceu-me nós. E não têm nada a ver connosco. Mas a histórias deles... Bem, a histórias deles tem muito que se lhe diga. Tal como a nossa. Só não me faças sentir outra vez a tua falta. E eu sei que tal não me irá acontecer. Porque se deres sinal de falta na minha alma então eu relembrarei as noites mal dormidas. Ponto. (Desabafo das 23.15h)

quarta-feira, março 14

Porque um "até nunca" é a despedida mais correcta.

Dizes gostar do desafio, da atracção do obviamente impossível. Relatas que o completo e fácil nunca foi do teu interesse. Já eu... Eu diria exactamente o contrário relativamente à tua pessoa. Diria que frequentas a maioria das zonas em que a facilidade domina e possui o ambiente e o impossível é algo que está fora do alcance. Porque eu fui misturada perante a tua vida. Não serei mais. Agora não quero ser a tua suposta ex-namorada. Quero ser uma desconhecida. Alguém que tu nunca conheceste nem tens intenções de o fazer. Tal como eu. Sou uma rapariga, cujo não conhece a tua história nem faz a mínima ideia de quem tu sejas. Não é um até sempre, porque tal despedida é escrita com uma palavra eterna e com intenções de voltar a vermos-nos e a falarmos-nos. É um até nunca, para que seja passado e permaneça nesse esgoto.

sexta-feira, março 2

7 # Carta para o teu ex-namorado

Querido estranho irreconhecível,
Passei algumas cartas à frente e parei na tua. Talvez seja tanta ânsia de te escrever, tanta agonia por deixar as palavras moerem dentro do meu cérebro a razão de o ter feito. Só quero dizer que mais de metade do peso na consciência disto tudo deveria estar na tua mente, por teres sido tu a ter deitado tudo a perder quando era uma louca que faria estritamente a maioria dos sacrifícios que estivessem ao meu alcance pela tua pessoa. Estava afim de qualquer coisa que nos pertencia. Eu lutei, e disso não te podes queixar, muito pelo contrário. Eu lutei contra tudo e todos, com todas as minhas forças. Superei quem nos quisesse manter distantes porque para mim naquela altura a única razão da nossa separação seriamos nós e não o que os outros quisessem ou deixassem de querer. Tinha deixado tudo para atrás e entreguei-me de corpo e alma, caí em ti por completo. E se o fiz, foi porque confiava que as nossas discussões desaparecessem com a força do vento. E realmente foi isso que nos aconteceu. Desapareceram, é bem verdade. Mas ao invés disso, ficaste tu com esse teu feitio insuportável ao qual eu estava disposta a aturar. Porque era assim que eu te amava, amava e bem. Era assim que eu te achava a pessoa mais perfeita, com a tua infinita maneira de me pores irritada com o tudo e também com o nada. Quero que saibas que eu nunca tinha deixado de tentar se não fosse esse teu orgulho em tanto. Mas desapareceu, não foi? Porque anteriormente dizias que fazias bastantes coisas não inclusive lutar por mim, então aí eu tornei-me fria contigo. Foi nesse preciso momento que mudaste, deste uma volta e vieste atrás de mim, lutaste, persististe, e fizeste tudo o que estaria ao teu alcance. Lamento tanto sofrimento que te causei. Quer dizer... Se calhar nem lamento nem coisa parecida. Fizeste-me exactamente o mesmo, e tornaste-te naquilo que dizias nunca ser. Oh, esquece, eu não consigo relembrar mais nada. Obrigada por tudo irreconhecível estranho, obrigada por me teres feito ver que existem pessoas melhor. Ou não. E tu. Tu não peças desculpa por tudo o que passei. Porque não sou pessoa de guardar rancor, mas também não tenho memória pequena. Não esqueci as noites mal dormidas e as aulas em que a matéria me saía a 200 enquanto entraria a 100. E quero que saibas que nunca mais me apaixonarei por alguém como tu. Sofreria bastante, e relembraria-me novamente da tua pessoa. Cuida de ti. Não por mim. Pelo menos por ti.
E não te escrevo uma despedida em condições, com nexo e com sentimentos porque se o fizesse iria ser demasiado bruta, e não o quero ser. Não me quero tornar naquilo que eras comigo.
Adeus, até sempre.

quinta-feira, março 1

É.

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Às vezes penso que perdi demasiado tempo contigo, enquanto poderia ter lutado por outras direcções. A esta hora não estaria com remorsos.

sábado, fevereiro 25

Por vezes visto algumas peças de roupa que só vestia quando te amava. Olho-me ao espelho e volto a despi-las, e rapidamente solto um riso irónico.