1. E já lá vai um ano, não é? Um ano que aturas as minhas crises e os meus caprichos. Um ano em que te apoio de todas as maneiras possíveis. E durante este mesmo ano, estive a teu lado de diferentes formas e soube como lidar com isso. Agora a minha alma está limpa porque soube aproveitar a força que me davas. Porque nunca me abandonas-te. O nunca é uma palavra forte e, sem medos, atrevo-me a utilizá-la contigo. E isso reflecte-se na minha escrita para contigo. Um ano passou rápido, Fabrizio. Um ano de implorações e lamentações que se transformaram em paz. E cria-se um orgulho em mim ao dizer-te isto, até porque nunca te minto... Nunca, quando te digo que não te abandonarei, nem um dia neste mundo. Sabes que gosto imenso de ti. Um ano não é muito, mas muita coisa aconteceu.
quinta-feira, dezembro 6
Dia 6
quarta-feira, dezembro 5
2# Diário da tua ausência
Hoje as minhas lágrimas descongelaram-se e voltaram a atacar-me. Com essa tua camisola verde que se encaixa em ti tão bem e reforça a perfeição que vem junta contigo. Queria que tivesses a mera noção da vontade infinita que tive de te beijar. De te abraçar e implorar que voltássemos ao mesmo. O amor não se pede, e eu sei disso tão bem... Tenho a dura saudade em mim de sentir o teu braço sobre os meus ombros, o teu respirar sobre o meu pescoço. Que vazio igual à morte, Deus. Que saudade aterradora que mais parece que alguém me atirou para um poço bem profundo, sem chão. Igualmente, sem ti.
Queria poder correr para ti e dizer-te que a minha cor favorita é a dos teus olhos, idênticos a muitos outros mas diferentes e únicos. O olhar cujo me fez apaixonar. E não poder dizê-lo, mata-me, com um tiro bem no fundo coração.
Another one
É de manhã e as arritmias já se instalaram em mim. É de manhã, mais uma manhã sem ti. Mais um dia, uma noite sem ti. Vem-me acalmar, porque a manhã ainda mal começou.
terça-feira, dezembro 4
1# Diário da tua ausência
Segundo dia da tua ausência consciente. As lágrimas absorveram-se no meu corpo e eu quase imploro que venhas. Não imploro porque o Amor não se implora. Só por isso.
Hoje vi-te, vezes sem quanta e as lágrimas não correram porque se congelaram com o frio matinal. Olha-me outra vez e diz que me amas. Diz que as reviravoltas foram pesadelos criados enquanto dormia, diz-me que acabei de acordar e beija-me. Leva-me embora deste mundo e reflecte comigo. Leva-me contigo.
Perdi a confiança em mim, em nós e no meu amor. Diz-me que não, que tenho confiança e força. Que não passa de um sonho contínuo e que quando eu acordar vais estar do meu lado e dar-me um beijo de bom dia. É como se perdesse o rumo. E perdi...
Por hoje é tudo. Direi à Lua como hoje estavas fantástico e como desejaria poder dizer-to.
segunda-feira, dezembro 3
Imagino-te aí... Sem mim. Vejo-me a mim, aqui. Sem nada.
A noite está gelada e tenho tanto para te contar...
Primeiro de tudo, hoje à tarde estavas de branco. Oh, como a perfeição encaixava tão bem em ti... E não era só hoje... Sempre foi.
Segundo, as minhas arritmias, num dia só, transformaram-se em pesadelos tremendos e frustrantes. Não me largam e bombardeiam-me com lágrimas. Lágrimas capaz de encher a minha rua. Num ápice, sinto-as a derramarem-se bruscamente e rapidamente pelo meu rosto. São imparáveis e intensas. Não sei como controlar as minhas arritmias. Não faço a mínima, nem conheço, outro remédio para tal senão tu, o teu abraço e o teu beijo. Olhar-te e não poder receber isso vindo de ti, mata-me, quase me congela na estrada e me pára em frente do carro que vinha a alta velocidade. Quase. Imaginar-te aí, e não poder dizer o quanto te amo faz-me tão mal. Faz-me mal não te ter dado um último beijo e não te ter dito um último amo-te. O problema é que essa palavra está tão vandalizada que nem consegui dizê-lo pela ultima vez para não me arrepender de não ter dito uma palavra mais adequada que encaixasse no amor que tenho por ti.
E como desejava que neste momento estivesses a ler isto... E se por acaso chegaste a decorar ou até a guardar o nome no meu refugio, lê-me. Lê-me até ao fim como se a tua noite ainda fosse criança e não tivesses mais nada que a ocupasse. Diz-se por aí que a inspiração cresce, quando a tragédia vem. Mas escrever-te não se trata de inspiração, trata-se do meu amor por ti... E então? Então nunca existirá um final nas minhas palavras para ti... Escrevo-te agora, e parece que não tem fim. Talvez porque te tenha escrito pouco. Ou não. Talvez porque ainda faltava tanto e tanto para dizer e estou, por assim dizer, a descarregar tudo na frustração... Estou aqui, sem ti, vazia. Mesmo tendo mais coisas com que me preocupar, mais pessoas para amar, é frustrante o facto de ter ficado sem ti, assim, em segundos que não dão para uma expiração minha quando as arritmias me descontrolam. Vem-me acalmar a ansiedade... Vem destruir a minha dor. Só. Vem.
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