segunda-feira, julho 1
terça-feira, junho 18
quarta-feira, fevereiro 13
Espelhos da alma
Não durmo em cima de todos os teus constrangimentos. Não durmo sequer, quando não te encontras na terra e quando o teu corpo é mais fraco que um copo de vidro acabado de partir no meio do chão. Se a alma existe, então existem irmãs das quais pertencem a esse cliché de rotinas repetitivas. Deito-me, levemente, sobre o teu corpo e pergunto-te se te encontras comigo. Respondes-me que sim, mas eu sei que não estiveste atenta à questão. Quase antecipo as tuas lágrimas e toco-te no rosto para impedi-las de derramares sobre os meus gélidos dedos. Dou-te força, aliás, toda a minha força. Eu aguento-me aqui no canto, se a construção da tua rotina for duradoura. Porque no final das contas, tu és o meu espelho. Talvez o meu espelho da alma.
segunda-feira, fevereiro 11
Rotinas e déjà vus
E, desapaixono-me. Desapaixono-me pela minha rotina, repetitiva, fodida, ou lá o que interpreto em horas de descanso que utilizo para escrever. Não me censuro por nada, por chegar a casa tarde e não dar a ninguém satisfações por que o faço. E, sinceramente, farto-me disso. De entrar pela porta, sinceramente sorridente, observar que cedo ou tarde é relativo e que voltar a sair pela porta também o é. Preciso de revirar a rotina e transformá-la em algo nunca visto. De não entrar e sair em instantes e pensar que tomei a decisão correcta.
quarta-feira, janeiro 30
Drogas como tu
Fumar um cigarro consegue-se tornar mais interessante que
esperar por ti. Espero-te e escrevo-te. Leio-me de seguida e torno irónico o
riso que lanço no seguimento de uma lágrima. Esperar por ti tem sido um erro,
uma condenação. E um vício não te larga, logo não te largarei. Não me censures
por ainda tentar, censura-me se algum dia não me vires nas redondezas, por ter
cometido suicídio. Desmanchaste-me o coração, eu acho que também me
desmanchaste a alma.
quarta-feira, janeiro 16
{You make such a difference in my life}
Custa-me engolir as tuas palavras de que já não te irei ver pela manhã, ou até o dia inteiro... Espero que outros ares valham a pena... Espero que não te esqueças de mim. Nem de toda a gente. Porque eu não me esqueço. Nunca.
terça-feira, janeiro 15
Brisa leve
Por instantes esqueci-me de que ainda existias. Morreste-me, num intervalo de tempo bastante pequeno. Engoli a mágoa, assumida, à qual pertences. Por breves momentos soube cuidar de mim sem implorar pela ajuda de ninguém ou, sendo mais específica, pela tua ajuda. Sei que houve um segundo, talvez minuto, em que pedi num tom bem leve que não solidificasses o meu Amor de novo. Na verdade, não tive noção das palavras que, num ápice, soltei. O meu Amor, que te pertence, é sólido. Mais duro que uma rocha, e mais longo que um ano. Fraquejei por o saber. Fraquejei por não o querer interiorizar. Não sei tirar-te de mim, onde pousar as palavras que, um dia, me sussurraste. Algum tempo depois, abri os olhos e pensei o bom que seria saber como o fazer. Como fazer a minha mente não te querer ter nela. Como fazê-la negar que não, não estou bem neste deserto outrora conhecido.
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