Vivo das palavras inconscientes, secretas e invisíveis. Louca por cada detalhe teu. Sou eu... Sou eu, em ti. E não me descreveria melhor.

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sexta-feira, junho 15

3# O dia em que te esqueci.

E começaria uma carta idêntica a lamentar-me. Não desta vez... Não por segundos. O último fôlego da minha mágoa encaixa-se, exactamente, aqui. Não pares de ler, Fabrizio... Não pares. Mal iniciei coloquei como música de fundo da minha escrita aquela cujo marcou a minha noite, aquela que logo de seguida te mandei mensagem a dizer que «fez lembrar», a The Story. Estas talvez serão as minhas últimas palavras juntamente com o meu amor. Digo-te sem rancor, sem preconceitos ou complexos que me tornei mais forte... Que quero arranjar todo este sentimento da minha alma e ser feliz. Quero ir-me embora de ti... Lágrima incontrolável, inspiração, expiração. Sufoco. E as nossas histórias, as memórias, e felicitações e contradições, todas as lágrimas, sorrisos e tentativas que deram em falhanço. Orgulho-me, com certeza, de ter conseguido chegar a este ponto final se queres mesmo saber. Desta vez não irei esperar que eu passe na tua memória e me venhas ler. Desta vez peço-te que leias. Eu fico bem, Fabrizio... Eu fico bem. Se isto é um adeus? Não, não o é. Se sentires a minha falta, manda mensagem, liga-me, bate à minha porta. Tens o meu número, tens a minha alma presa a ti. Eu não o farei, apaguei o teu número, apesar de o saber de cor. Sente tu a minha falta desta vez. Eu não irei negar quando me fizeres quaisquer pergunta. Irei responder com a minha total sinceridade. Se te fizer falta, se pelo um segundo passar pela tua mente o quanto te amei, liga-me, porque aí precisarei tanto de ti. Precisarei que me digas que valeu a pena, que tudo fica bem e que nada acontece por acaso. E um ultimo arrepio passou-me pelas veias. Devo apagar tudo o que tenho teu? Guardei a esperança, o rancor, a arritmia por ti, numa caixa, onde as recordações por mais sólidas que sejam não consigam sair, não voltem nem corram o meu corpo de novo. E amei-te mais do que qualquer paixão que possam ter tido por ti. Agarra-me antes que caia. Apanha-me com a tua força, porque estas palavras não são assim tão insignificantes para a força de um homem como tu... Não desta vez. Tenho uma enorme oportunidade à minha frente e não irei desperdiça-la. Se queres saber, não irei cometer o mesmo erro de esperar por quem não esperaria por mim. Dezembro, não foi? E Fevereiro... Como isso marcou... Como hoje me «fez lembrar». Não é um adeus, ou talvez seja da minha parte. Cuida de ti, sim? Promete-me que cuidas de ti, e que amarás quem me ama devidamente. Promete-me que não desistes de nada... Que nunca cometerás erros como eu cometi. Vou com o vento. Espero que ele me leve para algum lado, onde o medo seja proibido. Cuida do meu amor, e da minha felicidade antiga, cuida do que ficou preso a ti e estava acostumado a pertencer-me. Cuida só.

3 comentários:

catarina disse...

está lindo princesa, e certamente estas palavras tocaram bem, tocaram muito bem no coração dele...sê feliz tu também querida*

Mariana disse...

ADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORO !!
gostava que pudesses ver o texto que escrevi no meu blog, obrigada :)

AnaSilva disse...

Gostei muito do texto ! (x
Estou a seguir, segue também o meu. (x