Vivo das palavras inconscientes, secretas e invisíveis. Louca por cada detalhe teu. Sou eu... Sou eu, em ti. E não me descreveria melhor.

Início ~ Cartas ~ Sobre mim

quinta-feira, abril 26

O que nos restou foram sentidos que um dia criam um rasto e desaparecem.

Não levaste o melhor de mim. Digo-te com orgulho por não teres conseguido arrecadar a capacidade que me cegares perante um tiroteio de uma noite de Inverno. E já se questionava o Pedro Abrunhosa que «para que servem as palavras se a casa está vazia?». Pergunto-me tantas e tantas vezes. Porque é que foste? Lamento-me. Porque é que foste e não levaste rancor? São míseras lamentações alimentadas de melancolia, mágoa, saudade e mais outros sentidos que rondaram o meu cérebro em tempos. A rua acostuma-se à desonestidade do deserto. E nós... Bem, ambos esquecemos o que éramos em meses. Às vezes até são lamentações em demasia que me fazem ter curiosidade quanto ao facto se nos restasse futuro... Mas não restou. Apenas digo. Não restou futuro nem presente. Não restou nada. Meras memórias, um pouco de saudade arrebatadora, cansaço e quem sabe força. E repito para que saibas. Não levaste o melhor de mim.

Um comentário:

Ana Margarida disse...

Se não levou, é porque, no futuro, virá um outro alguém que irá levar. Que merecerá o teu amor, a tua amizade.