Vivo das palavras inconscientes, secretas e invisíveis. Louca por cada detalhe teu. Sou eu... Sou eu, em ti. E não me descreveria melhor.

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quarta-feira, maio 30

{Relata-me onde te meteste, onde são os teus recentes refúgios}

Mais basicamente eu nunca deixei de te escrever. Nunca tive em mente que tal acontecesse porque, realmente, sempre foste um enorme apoio e disso nem tu, nem eu o podemos negar. E pelo simples facto de esquecer não significar deixar alguém para trás, olhá-lo e sentir a perdição, eu continuei a compor-te na minha alma. Continuei a escrever virgulas atrás de vírgulas após o teu nome. Acende novamente um fósforo enorme, impossível de se apagar. Relata-me onde te meteste, onde são os teus recentes refúgios e sabes que estarei sempre lá para aturar as tuas crises, para dizer o que deves fazer, mesmo nem eu, nem tu, seguirmos tais obrigações. Peço-te um segundo, em que repenses em tudo, na linha que percorremos, e o resultado que tal nos proporcionou. Pensa e repensa. Nunca me deixes fugir, nunca me deixes tomar decisões das quais não tiraria o máximo proveito ou somente me traria consequências nada míseras. Fica por aqui, ronda este espaço e nunca te afastes. Traz-me paz, traz-me o que eu não tenho.