Vivo das palavras inconscientes, secretas e invisíveis. Louca por cada detalhe teu. Sou eu... Sou eu, em ti. E não me descreveria melhor.

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terça-feira, novembro 6

Refleti...

                Eu, bem lá no fundo à meses atrás – quase um ano –, queria dizer-te novamente o que percorria todo o meu cérebro. Que sentimento lá predominada. Eu bem lá no fundo estava quase para o fazer. Gostava de te ter escrito mais, gostava de te ter dito certas coisas que guardei para mim… Podia mentir e escrever que foi o orgulho que não deixou. Não… Não vou mentir, desta vez, nem outra vez. Não foi orgulho, não foi falta de coragem, não foi medo. Foi só um obstáculo que se pôs à minha frente e disse que não era o melhor – mas era – e não me deixou fazê-lo. Lá no fundo, tanto tu como eu sabíamos, exactamente, o que se estava a passar ali. Digo-te, com toda a sinceridade, que fui ingénua, incapaz, inferior, por ter deixado com que alguém definisse o meu dia de hoje.
                A essa pessoa, não desejo nem o bem nem o mal, simplesmente não desejo nada. Já não frequenta mais o canto onde guardo quem merece o melhor de mim. E, estranhamente, tenho algo ainda por lhe agradecer… O facto de me ter impedido de ficar contigo, não que fosse bom, mas agora não vou permitir que o faça outra vez. Não comigo.
                Estou bem melhor agora, com ele, mas acho que te devia uma explicação… E tu sabias disso, independentemente de não estares à espera dessa atitude, correcta, da minha parte… E sinto-me mais leve por o ter feito.
                Um beijo grande,
                A Manuela que tu conheceste.

Eu não sei parar. Eu não vou parar...

“I will never forget, I will never regret, I will live my life. No I'm not saying I'm sorry. One day maybe we'll meet again.”
E volto a repetir... Se Maumé não vai à montanha, a montanha vai a Maumé....

sexta-feira, novembro 2

Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha.


"I finished crying in the instant that you left
And I can't remember where or when or how
And I banished every memory you and I had ever made

But when you touch me like this
And you hold me like that
I just have to admit
That it's all coming back to me" 

quarta-feira, outubro 17

E sabes? Continuo a achar que tens a maior sorte. Dou-me por contente por sentir o amor dele. Dou-me por contente por poder até escrever descansadamente acerca dele. Mas eu acho muito e teimo em coisas que desaparecem. Tu tens, ou tiveste, a maior relíquia, diamante e sorte do mundo. Ele, para mim, vale mais que ouro. Leste bem?

quarta-feira, outubro 10

1 ano de perdição, tenho dito.

Avó, faltam apenas uns meros dois dias para tudo acontecer de novo. Para me esquecer do mundo e me concentrar em ti. Para cair bem lá no fundo novamente. E como um ano passou extremamente rápido. Como um ano alastrou a minha dor e fez-me arrepender de coisas que no momento pareciam insignificantes.  E cai-me tudo quando penso de mais. Cai-me tudo porque a fim ao cabo, um ano fez-me gélida por dentro. Fez-me depender de tudo o que restada teu, e era tão pouco, digo-te. 
Desejaria eu que dia 12 fosse um dia como todos os outros, um dia em que a minha rotina parece repetir-se, mas infelizmente, à um ano para cá tudo mudou. Num ápice, fiquei sem ti. Fiquei sem nada, nada me restou. E a minha ansiedade, piora. Ela que só tu sabias controlar, que só tu conseguias acalmar. Agora não, não decorei nenhuma das tuas técnicas para que tal não me incomodasse. Amo-te daqui até ao infinito. E já toda perdida, desejo que me ouças, que me protejas, e a cima de tudo, que continues forte.
Sempre contigo, sempre sem ti.

domingo, maio 27

{Ninguém o sabe... Mas desde o início entreguei-me a ti}

Já não escrevo faz anos na minha mente. E deixar de te escrever seria a semelhança de como deixar de observar o mar com pérolas reluzentes. Pergunto-me onde se localizam as próximas marés da minha estrada. Pergunto-me se elas existem sequer. Quero esquecer-me de como as tuas mãos são agradavelmente quentes e desejo perder-me noutro horizonte. Por isso não deixo de me relembrar de ti, não deixo de escrever num simples papel cor amarela que preciso de ti... Arranco-o da frente do meu computador e encharco-o de dor que se libertou. Mataria esta saudade não bem-vinda de qualquer forma e rebentaria com a barragem a ponto de deixar entrar qualquer droga. Deixaria que a água derrotasse as impurezas de um rio que contem uma imensa escassez. Pelo que relato, e bem, não me perdoaria por esta tua ausência de amor necessitado pela minha alma. Mataria-me com uma arma ainda por usar.