Vivo das palavras inconscientes, secretas e invisíveis. Louca por cada detalhe teu. Sou eu... Sou eu, em ti. E não me descreveria melhor.

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segunda-feira, novembro 12

Espero que alguém esteja a cuidar de ti...

                Sabes Avó… Acho que passado este ano e tanto ainda não me acostumaram a não poder partilhar as minhas histórias contigo. Isso porque sou eu que me tenho de habituar sozinha a tal mudança… Um ano e tanto… E parece que foi ontem que, eu dentro dos lençóis, não conseguia dormir e fiquei no teu quarto, ainda com os teus caprichos, até de manhã. Lamento-me, só e apenas, por isso. Por não ter ido uns meses mais cedo para lá e ter ficado a noite toda a teu lado. Lamento que agora nem saibas o quando queria que sentisses orgulho em mim, nem um pouco que seja.
                Escrevo-te com tanta vontade de te ir aí dizer isto e muito mais – onde quer que estejas –, com vontade que não acaba, e lamentações de uma neta que admite a dor de não o ter feito antes.
                Amanhã prolongarei mais a minha escrita dirigida a ti. Amanhã escrevo-te mais, porque sabes que o farei…
                Como eu te queria aqui em casa para acalmares as coisas…

terça-feira, outubro 30

Quem me leva aos meus fantasmas.

17h54:
Perdi-me na imensidão das palavras. Fiquem sem o poder de ser capaz de me controlar.
18h00:
Avó... Vó... Vóvó... Vóó... 
18h23:
Não sei controlar a ansiedade e nervosismo ou qualquer outro sentimento que sempre me foi difícil de suportar, ponto. Já não sei. Dói-me tudo. Dói-me cá dentro por não estar a fim de controlar o meu próprio corpo, essências, cheiros, aromas. Dói-me por não estares cá para o fazeres por mim, para não me emprestares um lenço teu. Por já não poder mudar de quarto a meio da noite, mesmo que o faça agora, sentir-me-ia completamente sozinha. Preciso de ti e dos teus avisos. Das tuas histórias, de tudo. Não sei se reparas-te, mas esta dor alastra-se cada vez mais, e o tempo parece parar do nada... Esse nada, esse vazio...

domingo, outubro 28

"Hurt"

E ainda não sei bem quanto tempo mais vivo sem ti, Avó. Não sei. Preciso de ti comigo.

quarta-feira, outubro 10

1 ano de perdição, tenho dito.

Avó, faltam apenas uns meros dois dias para tudo acontecer de novo. Para me esquecer do mundo e me concentrar em ti. Para cair bem lá no fundo novamente. E como um ano passou extremamente rápido. Como um ano alastrou a minha dor e fez-me arrepender de coisas que no momento pareciam insignificantes.  E cai-me tudo quando penso de mais. Cai-me tudo porque a fim ao cabo, um ano fez-me gélida por dentro. Fez-me depender de tudo o que restada teu, e era tão pouco, digo-te. 
Desejaria eu que dia 12 fosse um dia como todos os outros, um dia em que a minha rotina parece repetir-se, mas infelizmente, à um ano para cá tudo mudou. Num ápice, fiquei sem ti. Fiquei sem nada, nada me restou. E a minha ansiedade, piora. Ela que só tu sabias controlar, que só tu conseguias acalmar. Agora não, não decorei nenhuma das tuas técnicas para que tal não me incomodasse. Amo-te daqui até ao infinito. E já toda perdida, desejo que me ouças, que me protejas, e a cima de tudo, que continues forte.
Sempre contigo, sempre sem ti.

segunda-feira, maio 21

Sabes...

O quarto tornou-se mais pequeno desde que já lá não habitam as tuas coisas, os teus caprichos e manias. Sempre que lá entro sinto um gélido ambiente e apetece-me abraçá-lo de rompante. Ainda te sinto lá e quero que voltes. Porque, sempre soubeste, que nunca conseguiria lidar com a tua ausência. 

quarta-feira, maio 16

{I feel it in the air}

A ventania impulsiona o sacrifício. A dor aumenta, o cansaço corroi-me pelas veias. E tu serias a única pessoa capaz de me dizer as palavras correctas, avó. Serias mas não estás cá. Gostaria de te ter falado dele. Gostaria de te ter prometido que lutaria até ao ultimo segundo para que desse certo. E infelizmente foram muitas as vezes em que te senti e implorei-te que me ajudasses. Talvez a ajuda fosse mesmo esta. Talvez ele não seja a quem eu terei de dar o último segundo. Gostaria também de te ter mostrado o quanto o amo a ele e a ti. Vem até mim, avó. Vem, imploro-te.

domingo, abril 29

Venham ao meu encontro e sussurem-me ao ouvido que tudo ficará bem.

Em maior parte das noites eu penso em vocês. Em maior parte das noites corroí-me uma dor pelo corpo e implora a vossa presença nesta casa onde vocês são realmente necessários. Eu sinto a falta de quando me dizias o que fazer, avó. E sinto uma imensa e infinita saudade de quando estavas à porta com aquele teu sorriso à minha espera, avô. E digam-me. Eu ando perdida. Digam-me que vale a pena lutar por ele, como sempre disseram. Digam-me que um dia ele me irá amar. Voltem. Eu não suporto esta rotina sem as vossas palavras durante a noite. E agora a minha maior agonia e vontade era sair do quarto, abrir a porta ao lado, deitar-me ao vosso lado e acordar no dia seguinte sem sentir a vossa falta.

segunda-feira, abril 9

Porque a saudade mata-me ao fim de tanto tempo.

«I would hold you in my arms. I would take the pain away. There's nothing I wouldn't do, to hear your voice again. Sometimes I wanna call you, but I know you won't be there. (...) Some days I feel breke inside, but I wouldn't admit. Sometimes I just wanna hide, cuz it's you I miss, and it's so hard to say goodbye when comes to this. (...)  If I had just one more day I would tell you how much that I missed you since you've been away. It's dangerous. It's so out of line to try and turn back time.» (Christina Aguilera - Hurt)

Quero desaparecer e reaparecer ao vosso lado. Eternamente lá permaneceria.

quinta-feira, abril 5

A saudade vai matando.

As saudades apertam, sabem? Às vezes pergunto-me vezes sem conta porque é que não me levaram com vocês. Seria bastante mais fácil com a vossa ajuda.

sábado, março 3

Grandparents.

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Sinto a vossa falta que até dói. Espero que me estejam a ver, e que tenham bastante orgulho por mim e pela pessoa por quem luto.